José Cleves da Silva nasceu no dia 17 de julho de 1950, em São Miguel do Anta-MG. Começou a carreira jornalística em 1972, como repórter do jornal O Vale do Aço, de Coronel Fabriciano, onde lançou, tempos depois, o primeiro jornal offset da região, o Intervale. Foi ainda jornalista da antiga Companhia de Aços Itabira-Acesita. Em 1976 mudou-se para Belo Horizonte, onde trabalhou nos jornais Diário de Minas, Jornal de Minas, Diário da Tarde e Estado de Minas, estes dois últimos dos Diários Associados, onde trabalhou quatro vezes, até pedir demissão em 2004. No início da década de 1980, transferiu-se para Brasília, fazendo a cobertura do Congresso Nacional e dos palácios do Planalto, Alvorada e Buriti, pelo jornal Estado de Minas e Correio Braziliense. Como repórter político, foi ainda responsável pela cobertura da Assembléia Nacional Constituinte, entre 1987 e 1988, até a promulgação da nova CF, e do Plano Cruzado, durante o Governo Sarney. Atuou também nos jornais Última Hora (onde foi editor), Jornal de Brasília (duas vezes), Jornal do Brasil, BSB Brasil e Correio do Brasil. Colaborou ainda em Brasília com o Comitê Interamericano de Direitos Humanos e com a ONG norte-americana Human Ritgs, escrevendo artigos sobre Direitos Humanos no Brasil, especialmente sobre o assassinato do repórter do Correio Braziliense, Mário Eugênio (1984), em Brasília, por policiais civis e militares do Exército envolvidos com o Esquadrão da Morte. Crime este transformado em seu primeiro livro, Distrito Zero (Maza Edições: 2000), onde relata bastidores da execução e segredos sobre a remessa de material estratégico (urânio, principalmente) pelos militares brasileiros para o Iraque e outros países do Oriente Médio, por intermédio dos Estados Unidos.  Especialista em reportagens investigativas, sofreu várias ameaças e atentados, o mais grave ocorrido em 2000, quando a sua mulher, Fátima, foi assassinada em Belo Horizonte durante um assalto nunca esclarecido pela polícia que usou o crime para tentar silenciá-lo, colocando uma arma no local do assalto. O caso teve repercussão nacional, com o indiciamento do jornalista que provou a sua inocência em todas as instâncias. Devido à péssima atuação da imprensa neste caso, e com o objetivo de tornar público os detalhes da farsa, Cleves transformou o seu drama no livro A Justiça dos Lobos –porque a imprensa tomou meu lugar no banco dos réus (Bigráfica: 2009), lançado em Belo Horizonte e Brasília. O livro é hoje uma leitura indispensável para alunos do curso de jornalismo e de Direito, com o caso resultando ainda em várias monografias feitas em  universidades de vários Estados, como um dos maiores atentados contra a liberdade de imprensa do País. Por conta de sua luta em defesa da democratização da comunicação, foi homenageado pelo Governo do Estado de MG, em 2009, durante a 1ª Conferência da Comunicação (Confecom), juntamente com os jornalistas Dídimo Paiva e Guy de Almeida, dois dos maiores nomes do jornalismo mineiro. Atualmente, presta serviços de consultoria jornalística e Ghost Writer, edita em Nova Lima-MG o semanário A Notícia, de sua propriedade; faz palestras em universidades, colabora com vários sites, entre os quais o Observatório da Imprensa, onde tem um blog, e está finalizando o seu terceiro livro – uma biografia ilustrada de seus pais, Zezé e Olga, que ele diz ser a sua maior obra, exatamente porque não é literatura, “é uma lição de vida”, com lançamento previsto para o final deste ano. Casado durante 18 anos com Fátima (*1961+2000), o casal teve cinco filhos: Cleves Henrique, Carlos Renato, Paulo Cezar, Marcos Alexsandro e Alessandra Cristina, e quatro netos -Davi, Francisco, Gustavo e Daniel.

 

Biografia


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